Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Índice

Ativos digitais na herança: o que são e como entram no testamento

Entenda o que são ativos digitais, como eles podem ser incluídos em um testamento e os desafios legais para garantir a herança de bens virtuais como criptomoedas e NFTs.

No mundo moderno, o conceito de patrimônio se expandiu para além de bens físicos como imóveis e veículos. Uma nova categoria de propriedade, os ativos digitais, ganhou relevância, e a questão de como eles são tratados na morte de seu titular é um desafio para o Direito de Família e Sucessões.

No escritório Bantim Advogados, sabemos que a ausência de uma lei específica para o tema gera incerteza. Este artigo visa esclarecer o que são ativos digitais, como eles se encaixam na herança e a importância de incluí-los no planejamento sucessório.

O que são ativos digitais?

Ativos digitais, ou bens digitais, são bens de valor econômico ou afetivo que existem apenas no ambiente virtual. Eles podem ser classificados em duas categorias principais:

  1. Ativos de valor econômico: Possuem um valor financeiro tangível e podem ser negociados. Exemplos incluem criptomoedas (Bitcoin, Ethereum), NFTs (Tokens Não Fungíveis), milhas de viagem, saldos em contas de e-commerce e até jogos online com itens valiosos.
  2. Ativos de valor afetivo: Não possuem um valor de mercado, mas carregam um grande significado emocional. São os casos de fotos, vídeos, e-mails, perfis em redes sociais, blogs e outras memórias virtuais.

A distinção é muito importante, pois a lei de sucessões se aplica principalmente a bens com valor patrimonial.

Ativos digitais na herança: o que diz a lei?

A legislação brasileira não possui uma lei específica para a herança de bens digitais. Por isso, a questão é tratada com base no Código Civil (Lei nº 10.406/2002), que regula a sucessão.

O artigo 1.784, por exemplo, estabelece que “Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários”. O desafio é que as plataformas digitais não são obrigadas a seguir o Código Civil e têm suas próprias políticas de privacidade.

Para bens com valor econômico (como criptomoedas), a jurisprudência (decisões de juízes) tem sido mais favorável à inclusão no inventário. Já para bens de valor afetivo, o acesso pode ser negado pelas empresas, invocando a privacidade do usuário, a não ser que haja uma ordem judicial específica.

Como incluir ativos digitais no testamento?

A maneira mais segura de garantir que seus ativos digitais sejam herdados é através de um planejamento sucessório claro, incluindo um testamento.

O testamento digital, um termo não oficial, é um documento onde você pode:

  • Listar seus bens digitais: Relacionar todas as suas contas de criptomoedas, milhas, NFTs e perfis em redes sociais.
  • Informar senhas e acessos: Deixar instruções seguras sobre como acessar suas contas.
  • Nomear um herdeiro ou inventariante digital: Indicar uma pessoa de confiança para gerir seus bens virtuais e, se necessário, fechar contas pessoais.

É importante que esse documento seja feito com a orientação de um advogado e, preferencialmente, integrado a um testamento público tradicional, para ter validade jurídica.

Leia também:

O que acontece com os ativos digitais sem um testamento?

Sem um testamento, os herdeiros precisarão entrar com um processo judicial para tentar obter o acesso. O juiz poderá decidir, com base no Código Civil e no Direito de Família, se os bens devem ser incluídos no inventário.

A dificuldade reside na colaboração das empresas de tecnologia. Embora uma ordem judicial tenha peso, a maioria das plataformas se baseia na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709/2018) para proteger a privacidade dos dados, mesmo após o falecimento.

Conclusão: a importância da gestão do seu legado digital

Os ativos digitais são uma realidade e sua proteção não pode ser ignorada. A complexidade do tema no Brasil, com a ausência de uma lei clara, exige que você, como proprietário, tome as rédeas do seu legado digital.

A melhor forma de garantir que seus bens virtuais sejam herdados por quem você deseja é através de um planejamento sucessório e de um testamento. Isso evita dores de cabeça para sua família e assegura que suas vontades sejam respeitadas.

Para iniciar a gestão do seu patrimônio digital, conte com um advogado especialista em Direito Sucessório. A equipe da Bantim Advogados está pronta para te auxiliar na elaboração de um testamento e no planejamento da sua herança digital.

Perguntas frequentes sobre ativos digitais na herança

O que são bens digitais?

Bens digitais, também conhecidos como ativos digitais, são bens de valor econômico ou afetivo que existem no ambiente virtual. Isso inclui desde criptomoedas e NFTs até perfis em redes sociais, fotos, e-mails e milhas de viagem.

Ativos digitais na herança: eles são herdados automaticamente?

Não. A herança de ativos digitais não é automática no Brasil. A transmissão para os herdeiros deve ser feita por meio de um processo de inventário. Para garantir o acesso, a inclusão em testamento é a forma mais segura, pois evita a necessidade de uma ordem judicial para cada conta.

Como posso me proteger para não perder meus bens digitais?

A principal forma de proteção é o planejamento sucessório. Você pode fazer um testamento ou documento semelhante, detalhando quais ativos digitais você tem e quem deve ter acesso a eles. Armazenar senhas de forma segura para que uma pessoa de confiança possa acessá-las após a sua morte também é uma medida importante.

5/5 • 2 avaliações
Picture of Bantim Advogados
Bantim Advogados
Compartilhe nas mídias:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Índice

Converse com um advogado

Preencha o formulário abaixo e receba nosso contato personalizado:

Este site é protegido por reCAPTCHA e pelo Google Política de Privacidade e Termos de serviço aplicar.
Vai gostar também
Pots Relacionados:
e-Not Provas: Como garantir a validade jurídica de prints e conteúdos digitais em 2026
13 jan

Entenda como o e-Not Provas garante validade jurídica a prints e conteúdos digitais em 2026, substituindo os prints comuns por provas com fé pública notarial.

Imposto de Renda e Direito Bancário: qual é a relação entre eles?
11 jan

Você sabe quando o direito bancário se cruza com a declaração de imposto de renda? O que envolve esses dois pilares? É isso que esse texto vai te explicar hoje.

Nova fiscalização da Receita Federal sobre o Imposto de Renda da pessoa física
07 jan

Não seja pego de surpresa e com problemas com a Receita Federal. Entenda as novas regras do Imposto de Renda e como vai funcionar a fiscalização.

5 situações do dia a dia em que o direito bancário pode ajudar
30 dez

O direito bancário está mais presente no seu dia a dia do que você pensa. Hoje trouxemos cinco situações comuns que ele pode ajudar a contestar.

Como os bancos usam a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
24 dez

Entenda como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) se tornou obrigatória para todas as instituições financeiras e, além de estar associada ao direito bancário, também trabalha em conjunto com a Lei de Sigiloo Bancário.

Fibromialgia: Entenda a Nova Lei que Reconhece a Condição como Deficiência para Fins Legais
17 dez

Entenda o que muda com a nova lei que reconhece a fibromialgia como deficiência e quais direitos passam a ser garantidos.

O QUE FALAM DE NÓS

Nós estamos do seu lado!

Resultados são a nossa prioridade no Bantim Advogados

Nossos clientes estão altamente satisfeitos com nosso trabalho. Temos uma alta frequência de resultados positivos.

Casos atendidos
0 +
Anos de Experiência
0 +
Atendimento Online por dia
0 +
Casos concluídos
0 +
bantim advogados

bantim advogados

Estamos prontos para ajudar você de verdade!

Os advogados do Bantim Advogados são altamente qualificados e experientes, comprometidos em fornecer soluções jurídicas personalizadas e eficazes para cada cliente.

Direito de Família
0%
Direito Bancário
0%
Dinheiro Empresárial
0%