Você já ouviu o termo “direito potestativo”? Embora pareça complexo, entender esse conceito é fundamental para saber por que o processo de divórcio no Brasil se tornou mais rápido. Ele é a chave para a liberdade de quem decide pôr fim a um casamento.
No escritório Bantim Advogados, acreditamos que conhecer seus direitos é o primeiro passo para a autonomia. Vamos desmistificar esse termo e mostrar como ele impacta diretamente a sua vida.
O que é direito potestativo?
Direito potestativo é um tipo de direito que uma pessoa pode exercer pela sua simples e única vontade, sem que a outra parte possa fazer algo para impedir. A única opção da outra pessoa é aceitar ou se sujeitar à decisão.
Não há o que contestar ou discutir sobre o exercício desse direito em si. A discussão, quando existe, foca apenas nas consequências que ele gera.

Qual a diferença entre direito potestativo e subjetivo?
A diferença é simples. No direito subjetivo, você tem o poder de exigir uma ação ou um comportamento de outra pessoa (ex: o direito de cobrar uma dívida). A outra parte tem um dever, uma obrigação de fazer algo.
Já no direito potestativo, você não exige nada, você impõe uma mudança na situação jurídica. A outra parte não tem um dever, mas sim um estado de sujeição. Ela apenas “sofre” os efeitos da sua decisão.
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Quais são os exemplos de direitos potestativos?
Além do divórcio, existem outros exemplos clássicos no direito:
- Escolha do regime de bens antes do casamento;
- Direito de aceitar ou renunciar a uma herança e;
- Direito de demitir um funcionário sem justa causa.
Afinal, o que é o divórcio por direito potestativo?
Com base na Emenda Constitucional nº 66/2010 e em recentes decisões do STJ, o divórcio passou a ser entendido como um direito potestativo. Isso significa que, se você quer se divorciar, sua vontade basta.
Você não precisa de um motivo e não precisa da autorização do seu cônjuge. Ele ou ela não pode contestar o seu desejo de se divorciar. A discussão no processo será sobre as consequências: a partilha de bens, a pensão e a guarda dos filhos, mas não sobre o fim do casamento.
Conclusão: um direito que garante sua liberdade
Entender o divórcio como um direito potestativo é libertador. Significa que ninguém pode ser forçado a permanecer em um casamento contra a sua vontade. A lei garante seu poder de decisão para seguir em frente.
Se você decidiu exercer seu direito ao divórcio e precisa de orientação para navegar pelas consequências desse ato, conte com a equipe da Bantim Advogados. Estamos aqui para garantir que sua vontade seja respeitada de forma ágil e segura.
Perguntas frenquentes sobre direito potestativo
Porque o divórcio é um direito potestativo?
O divórcio é considerado um direito potestativo porque está ligado à dignidade e à liberdade individual, garantidas pela Constituição. Ninguém pode ser obrigado a se manter em um vínculo matrimonial contra a própria vontade. Assim, basta a manifestação de um dos cônjuges para que o direito ao divórcio exista.
A partilha de bens é um direito potestativo?
Não. A partilha de bens é uma consequência do divórcio e se caracteriza como um direito subjetivo. Ela envolve obrigações mútuas e depende das regras do regime de bens do casamento, não apenas da vontade de uma pessoa. Ambos os cônjuges têm o direito de exigir a sua meação (sua parte), o que gera um dever para o outro.
O que é condição potestativa?
É uma cláusula em um contrato ou negócio jurídico que sujeita seu efeito exclusivamente à vontade de uma das partes (ex: “pagarei se eu quiser”). O Artigo 122 do Código Civil considera ilícitas as condições puramente potestativas, pois elas retiram a seriedade do compromisso.
O que é uma obrigação potestativa?
Embora o termo seja menos comum, ele se refere a uma obrigação que depende da condição potestativa. Na prática, é uma obrigação cujo cumprimento fica ao puro arbítrio de uma das partes, o que, como vimos, geralmente não é admitido pela lei por criar insegurança jurídica.
O direito de recorrer é potestativo?
Sim, o direito de recorrer de uma decisão judicial é um excelente exemplo de direito potestativo. A parte que perdeu tem a faculdade de decidir se recorre ou não dentro do prazo legal. A outra parte não pode impedir esse ato, apenas se sujeita a ele e se prepara para responder ao recurso.











