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Cartão de crédito RMC: como parar a dívida infinita 

Não fique preso na armadilha do RMC sem pedir ajuda, é possível resolver essa situação mesmo estando pagando as parcelas há anos.

Muitas vezes aposentados, pensionistas ou servidores públicos procuram a contratação de um empréstimo consignado comum e acabam caindo na armadilha do RMC (Reserva de Margem Consignável). 

Você recebe um cartão de crédito na sua casa, simplesmente não o usa e quando vê, tem um saldo devedor que quase não diminui. 

Se você caiu na armadilha do RCM e quer entender como se soltar das amarras e quebrar o ciclo da dívida infinita, então esse conteúdo é perfeito para você.

Como funciona esse crédito?

Você vai em busca de um empréstimo consignado tradicional e acaba sendo induzido a assinar um contrato de cartão de crédito consignado. Depois disso, o valor solicitado é depositado na conta do beneficiário como se fosse um empréstimo, mas, na verdade, a instituição financeira registra a operação como um “saque” no cartão.

A partir daí, começam os descontos mensais apenas do valor mínimo da fatura diretamente do benefício ou folha de pagamento, enquanto o restante da dívida é rolado para o mês seguinte, incidindo sobre ela os juros rotativos do cartão, que são drasticamente superiores aos do crédito consignado convencional.

Judicialmente essa é uma prática considerada abusiva, já que o banco não informa claramente ao consumidor que se trata de um cartão de crédito e não de um empréstimo. É possível ingressar com uma ação judicial para cancelar o desconto do RMC, converter essa dívida abusiva em um empréstimo consignado comum e ainda receber de volta os valores pagos em excesso, muitas vezes em dobro.

Porque é chamado de dívida infinita?

A dívida infinita acontece quando você paga todos os meses uma parte da fatura do cartão de crédito consignado, mas o valor total da dívida nunca diminui de verdade. Mesmo com os descontos mensais, o saldo devedor continua quase o mesmo, ou até aumenta, porque o valor pago cobre apenas os juros e encargos, sem abater o principal.

Como foi explicado anteriormente, o crédito RMC tem um desconto mínimo exigido, e o restante da fatura entra no crédito rotativo, sendo refinanciado e acumulando juros todos os meses.

O problema se agrava porque, em muitos casos, o consumidor não recebe informações claras sobre como funciona o desconto da RMC.

Um exemplo prático: 

  • Você pegou um crédito de R$5.000,00;
  • Mensalmente tem o desconto de R$250,00 diretamente do benefício ou folha de pagamento;
  • Porém a parcela real, com juros e encargos é de R$300,00;
  • Esse R$50,00 extra vão sendo descontado do seu cartão de crédito e acumulando todos os meses. 

Parece complicado e realmente acaba sendo, afinal, está mexendo com o seu dinheiro e sua condição financeira sem você entender muito bem o que está acontecendo. 

Cartão de crédito RMC: como parar a dívida infinita

Como descobrir se tenho uma dívida infinita e como agir?

Identificar uma dívida infinita de RMC é o primeiro passo para sair desse ciclo prejudicial. Existem alguns sinais claros de que você pode estar preso nesse tipo de contrato abusivo:

  • Você paga todos os meses, mas a dívida nunca diminui de verdade;
  • O valor descontado no benefício ou folha de pagamento é sempre parecido, mas o saldo continua alto;
  • Você não reconhece ter contratado um cartão de crédito, apenas um “empréstimo”;
  • Ao consultar o extrato, percebe cobranças de juros rotativos elevados;
  • Já pagou por muito tempo e ainda deve quase o mesmo valor inicial.

Se você se identificou com alguma dessas situações, é muito provável que esteja diante de uma dívida infinita.

Nesse caso, o mais importante é não ignorar o problema. Quanto mais o tempo passa, mais juros são acumulados e maior se torna o prejuízo.

O caminho mais seguro é buscar uma análise jurídica especializada. Através dela, é possível verificar irregularidades no contrato, como falta de informação clara, cobrança de encargos e juros abusivos e até a caracterização de venda indevida.

Com isso, podem ser tomadas medidas como:

  • Suspensão dos descontos indevidos;
  • Revisão da dívida com aplicação de juros mais justos;
  • Conversão do contrato em empréstimo consignado comum;
  • Restituição de valores pagos a mais e, em alguns casos, até em dobro.

Além disso, ao ingressar com a ação, o consumidor pode retomar o controle da sua vida financeira e sair de um ciclo que, sozinho, dificilmente conseguiria resolver. Entre em contato com o nosso time que podemos te ajudar a sair dessa situação!

FAQ

É legal o banco transformar um empréstimo em cartão de crédito consignado?

Não. Essa prática pode ser considerada abusiva quando não há informação clara ao consumidor sobre o tipo de contratação realizada.

Posso parar o desconto da RMC imediatamente?

Em muitos casos, é possível solicitar judicialmente a suspensão dos descontos, principalmente quando há indícios de irregularidades no contrato.

Mesmo pagando há anos, ainda vale a pena entrar com ação?

Sim. Mesmo após muito tempo de pagamento, ainda é possível revisar o contrato, interromper cobranças abusivas e, em muitos casos, recuperar parte dos valores pagos indevidamente. Quanto antes buscar seus direitos, menor será o prejuízo acumulado.

Preciso ter usado o cartão para entrar com ação?

Não. Mesmo que o cartão não tenha sido utilizado, se houve desconto e cobrança indevida, já existem fundamentos para questionar judicialmente.

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